segunda-feira, 30 de julho de 2012

Aliterações PRimitivas e PRoativas para minha amada

A imPRessão que tive daquela noite

Foi tão comovente, quanto PRecisa;

<E, por que não dizer, PReciosa?>

PRessionava-me, ávido por novidades concretas,

A sonhar contigo, PRestes a me beijar,

Num déjà vu PRaticamente insano...

Estávamos ([{quase}]) PRontos pro amor.

Confesso imPRessionar-me com menos facilidade;

Mesmo por que, me aPRouve em confessar:

Que emPRestamo-nos um ao outro por etapas

De um gradual processo de cura, PRaticamente recíPRoco...

Sem qualquer vestígio nocivo de aPRisionamento,

Agora dizemos nós, em versos e PRosas,

Sem nenhuma PRessa: que se demore em vir o futuro,

Pois o PResente, muito nos tem agradado, a despeito do passado!  

 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

CONVERSANDO COM VERSOS PARTE II - O AROMA DA DOR


O aroma da dor está entranhado no vácuo poético,

Nas vicissitudes da batalha,

Na doma metódica do espírito

De um ponto estratégico;

Diluído numa dose torpe de cafeína...

Que acomoda; fere; afugenta,

Mas também esquenta e recria na pele da alma

Escamas de vida nova.

Criando sabores indeléveis de arte...

A arma do trovador, amiúde, repousa

<Em tavernas escuras da noite>

Doce e quente como o amor...

Prato insueto nas mesas de honra!

No mundo das flores que falam

Ou nas falácias bobas que florescem no mundo...

Ainda assim, os mortais se esquecem

E os eternos se calam...

E se recria o nada, sem que, via de regra,

O tudo deixe de se refazer.

sexta-feira, 6 de julho de 2012


DISCURSO DE FORMATURA C.S. 2007


Em nome dos demais formandos, cumprimento a todos; em especial ao nosso Paraninfo: Dr. Clóves Barbosa, aos convidados, amigos e familiares que nos honram com suas presenças ilustres.
Bem... Há cinco anos e alguns meses, ingressávamos na Faculdade de Ciências Sociais da UFPA. Éramos 40 estudantes idealistas, cheios de sonhos, expectativas e perspectivas acerca das competências e habilidades que a formação em Ciências Sociais potencialmente nos traria.


Infelizmente, muitos amigos ficaram pelo caminho, alguns desistiram logo no início, outros, mudaram de curso no decorrer do tempo, enfim, o certo é que pouco mais da metade conseguiu, a duras penas, chegar até esta etapa conclusiva, majoritariamente apaixonada pelo ofício que escolheu.
Como é de conhecimento de todos, a grande maioria dos estudantes que optam por cursar Ciências Sociais não o fazem por outro motivo, se não pra reverter o processo opressor que o modelo social vigente nos impõe, uma vez que todos somos oriundos da classe trabalhadora e, portanto, vítimas da desigualdade e das contradições do sistema econômico.
Dessa forma, as dificuldades e os obstáculos foram uma constante no decorrer da nossa formação. Muitas vezes faltou dinheiro pra comprar textos, pra lanchar, pra condução, porém, superabundou alegria, garra e perseverança pra persistirmos em busca de realizar nossos sonhos e metas.  
Não poderíamos deixar de fazer menção ao know-how acadêmico e humano que acumulamos (e, efetivamente saímos com o bastante pra fazer a diferença na construção de uma sociedade mais justa e humanitária). Certamente levaremos por toda a vida, alguns princípios que as Ciências Sociais nos apresentaram, aqui colocados resumidamente e por área do conhecimento:
·         Antropologia: Respeitar o “outro” com suas diferenciações culturais, sociais ou fenotípicas;


·         Ciência Política: Saber que a esquerda, a direita e a terceira via – a saber, a democracia - são apenas facetas do mesmo prisma social chamado política, que, aliás deve ser amplamente discutida e questionada, de forma salutar e respeitosa, sempre;


·         Sociologia: Entender que no mundo moderno, nada começa e termina em si mesmo, todo fenômeno social tem um princípio desencadeador: estrutural e/ou ideológico. E que a sociedade já não mais conhece outro profissional laico que possa dar explicações e apontar medidas pra frear essa regressão à barbárie que a dita civilização impôs à humanidade, senão o Cientista Social.
Ora, nesses anos de convivência com os amigos e com a ciência, aprendemos também a respeitar a oposição e cultivar o direito de manifestação da opinião do outro, ainda que não concordemos.
Isso posto, o que resta é falar de uma saudade imensa das brincadeiras, bordões, discussões, que aconteciam tanto nas aulas, quanto fora da sala de aula... Tudo isso aliado à certeza de que nunca mais seremos os mesmos, haja vista que podemos dar grande contribuição no processo de construção do conhecimento científico, bem como de uma educação mais qualitativa e de uma política que substitua de vez a politicagem.
Acima de tudo, concluímos essa fase de nossas vidas com total confiança de que fizemos grandes e sinceras amizades e ganhamos alguns irmãos.
Assim sendo, cabe aqui fazer a seguinte pergunta:
- E aí cientistas sociais, estão prontos pra conquistar o mundo?



domingo, 29 de abril de 2012

CONVERSANDO COM VERSOS - Parte I



Conversando com versos, farejei a luz do tempo,
Pra constatar o calor de suas palavras agudas e vislumbrar

O passado recente que me atormenta,
Um presente que agora me acalenta,

E um futuro que me aprisiona
Com correntes de fogo torto...
Um vento me sussurra os segredos do amor
Com cheirinho de gardênias recém-colhidas
No lírico jardim de devaneios, os quais me libertam,
Acelerando-me em parcelas introspectivas
De assoreamento sentimental, em pleno jardim do amor...
A mercê do orvalho, fiz um pacto com as formigas,
Chega de acovardar-me, é chegada a hora,
Agora é tudo ou nada, agora é nada ou tudo!
Um pouco de saudosismo amargo e frio...
Pra compor o aglomerado de cláusulas
De um pré-contrato que fiz com o tempo
E com as flores, dando trégua às muitas dores,
De meu staff, limitado e ébrio de lembranças,
Protuberantes e petulantes, em detrimento vil
Do sabor da arte que me compõe para, em seguida me descompor...

sábado, 14 de abril de 2012

CIÊNCIA x CRENÇA


Amiúde me martelam certos questionamentos,
Como num jogo de prismas em acrílico tosco
Os quais refratam filosofias há muito já amputadas,
Por todo o meu know hall criacionista e imutável.
Sem que minha atrição compulsória e atroz,
Mais uma vez me levasse a refilar bruscamente;
Oh céus, onde está a sensatez que me compõe?
A bússola desorientada me foi presenteada
Pelos gregos do ocidente <tal qual Heitor, a recebi um dia...>
Sem necessariamente me sentir instrumentalizado
Com as vicissitudes de um fazer ciência a la Bronislaw...
Quem me pode ditar o que fazer, se não meu Rei?
Marxinho? Webbinho? Ou será Durkheiminho?
A cada um, respeito, aprecio e, sobretudo, questiono,
Desviando-me da empáfia da cientificidade reacionária,
Porque o Reino pelo qual vivo e luto,
Em nada se assemelha à jactância funcional
Vislumbrada em Ciências e/ou Religiões fundamentalistas.
Doa onde doer, se tiver que morrer por isso eis-me aqui.


domingo, 1 de abril de 2012

PARA O AMIGO DE TODOS, A SABER, O CEREBRAL CRISTIANO BENTO...


Tal qual um persistente animal,
Nesta piracema do viver de “bicho homem”
Que sobe as corredeiras da vida
Em busca de algo a mais;
Superando obstáculos, desafios e blá, blá, blás...
(Além de probabilidades aterrorizantes pra qualquer outro)
Buscando um cantinho ao (abrigo do) Sol, talvez...
Vens cuspindo nas estatísticas...
Mas tiveste que ser forjado pra aprender...
Aprender a Perder às vezes e a perdoar sempre;
A questionar o Poder, mas também a ponderar questões,
A praticar alegria e a alegrar coisas práticas e cotidianas...
Jamais te refugiaste na obscura caverna do conformismo;
Enfrentaste com honra a onda do pessimismo crônico,
Que, aliás, é tão letal quanto brutais ataques de Napalm,
Para aqueles que nasceram longe do conforto
Dos bercinhos de ouro, feitos para fracos...
Pois, os fortes repousam em manjedoura, rede e cama da mãe...
(...)
Cristalino ser Humano este tal Cristiano,
Era pra ser só mais um fulano, mas não ele não o quis,
Trata-se de uma escolha. E quem toma as escolhas certas
Torna-se uma referência para as gerações que ainda não o fizeram...
Parabéns meu grande amigo,
O Brasil precisa de mais heróis do teu naipe!

segunda-feira, 19 de março de 2012

CORPOS e MENTES: O AMOR E AS INCOMPATIBILIDADES


Quando dois corpos e duas mentes se amam,
Intensa e mutuamente se querem,
De forma alguma, entretanto, pensam no porvir,
Em verdade, nem sequer pensam...
De repente, aparecem sorrateiramente
As indesejáveis incompatibilidades
De princípios, de sonhos, de obstinações...
E entram pela portinha do ninho;
O AMOR, com ciúmes,
Ao deparar-se com tão nocivos rivais,
Pula pela janela por puro instinto de sobrevivência,
Ele não vai embora ainda, pensa até em voltar
Quando os intrusos se evadirem
Daquele ninho de amor, que é a sua casinha,
Porém, o clima frio do mundo externo,
Já o resfriara, colocando-o em sério risco de morte.
Ele volta, mas dificilmente sobreviverá,
Porque a chaga mortal da frieza já o atingiu;
Então, corpos e mentes padecerão por muito tempo...
Até que um novo AMOR - salutar - se achegue para ocupá-los
E preenchê-los com cumplicidade amorosa
Ou mesmo para renovar o ciclo de sofrimentos.

terça-feira, 13 de março de 2012

A SAGA DO VAQUEIRO URBANIZADO POR FORÇA DAS CIRCUNSTANCIAS


Tem dias que dá vontade de chutar o balde
Zarpar desta ilha urbana de viver pragmático e infame
Voltar para meu mundinho,
Selar meu cavalo às seis
Pra talvez, com sorte, jantar às nove em casa,
Sair pra campo sem saber se volto com vida
Eu, meu laço, meu parceiro de lida
E a coragem que me caracteriza
Pra praticar profilaxia na boiada
É como se estivesse saindo para uma batalha
Como um ufanista e patriota soldado que sai em defesa
Das cores de seu país amado
Beijo minha mãe e digo-lhe:
Se eu tombar, certamente foi fazendo o que mais gosto;
Sempre tive duas causas pra defender até a morte
Se não for pela grandeza do Evangelho,
Pela dignidade de defender o Reino de Justiça
Pelo qual vivo e, conseguintemente, estou sempre disposto a morrer;
Que seja nos pastos, que seja na lida...
Como o saudoso Vinno, que nunca esqueço,
Um herói, que se foi no galopar do burrão
Puxando boi, como o nosso sangue nordestino induz
Legítimos filhos do sertão, vaqueiros por convicção
Tem dias que não dá pra aguentar,
Tem dias que a saudade me arrebenta!

segunda-feira, 5 de março de 2012

EVA, CODINOME MULHER: DIVINA CRIAÇÃO...


O pó do chão que deu forma
Formou espasmos conflitantes de genética
A intensos moveres do ilimitado sabor
De fazer incomparavelmente magnífico
As sátiras do agir acintoso, a saber,
Marca maior do Criador
Sofisticação fina do “EU SOU”
Até por isso, indagaram:
Onde estavas Adão?
Em que termos osmóticos
ELE te reproduziu a tal ponto alto,
De tão súbita perfeição imbricada?
Sentiste a costela te ser tirada?
O projeto original se adaptara
Aos caprichos de teu instinto natural
Meio esdrúxulo, meio fractal...
Malgrado tantas especulações
Em drenos regulares de lirismo folclórico,
Em um elementar questionar pré-filosófico
Nem mesmo Príamo, o soube explicar...
Contudo, em que pesa tua culpa
Nesta divina obra de arte?
Paradigmática Evinha,
Codinome MULHER...
Pra quê te questionar?
Quem ousa fazê-lo Adão?
Não nós...
Santa costela,
Santo Criador!

sábado, 3 de março de 2012

MUNDO DE NOSTALGIA




Assim que o campo de fusão que impulsiona meu coração

Te perceber, aqui perto de mim,

Vai ver que só você é a sua fonte de alimentação

Do inicio do até o fim!

Minhas faculdades mentais te processam a cada instante,

O mundo me parece pouco e só você é o bastante.

Tento seguir adiante alternando as coordenadas

Na construção dessa nova estrada

Que sempre me leva a você, partindo sempre do nada!

E aí o vento me guia ao teu universo de alegria

E me transporta a um mundo oposto chamado nostalgia!

Cada micro-partícula do meu ser transmutante

Te quer de forma impressionante!

E o teu nome soa como uma musica boa, angelical,

Aos meus ouvidos carentes de tua voz sem igual!

Meu exercício matinal, imutável, é pensar em você,

Mas tentando controlar a força desse amor, incontrolável,

Pra eu não enlouquecer!

Animal! É assim que me vejo,

Irracional e sedento dos teus beijos,

Mesmo nos sonhos que tenho por curtas horas

Que me reportam à nostalgia

Por não te ter aqui comigo agora!



 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

JARDINAGEM PROFILÁTICA: A ARTE DE CUIDAR DE UMA FLOR



Com copioso capricho e carinho,
Dia após dia me dediquei
Com muito esmero e afinco
Àquilo que batizei:
“Projeto profilaxia sentimental”
Algo novo, operacionalmente delicioso
Com um fim providencial;
Eras tu uma linda flor
Que encontrei pisoteada,
Fora do jardim, 
À beira de uma estrada
Chamei-te de “ meu amor”
Doei-te generosa porção dobrada
Do que eu não mais tinha pra dar
Beijei tuas pétalas, com cirúrgico cuidado
Pra não magoar-te mais
Mostrei que ainda era possível
Deixar de ser cronicamente Fugaz
Amar e se fazer amada;
Reconhecer que ainda estais muito viva
Sem cobrar, em contrapartida,
Absolutamente nada,
Tal qual o fez certo samaritano
Eu, esse simples fulano,
Só exigi o teu sorriso
Como flor de jardim paraíso
Sabes que és livre 
Quando te sentires preparada
Pra voltar espalhar teu perfume
Pelo jardim que te aguarda
Linda flor, não me agradeça mais.

 

A ESCÓRIA DA HUMANIDADE EM "O RETORNO A ORIGEM"



Naquela nefasta festa do Horror
O Grande Cezar Encontrou
Um forte opositor
Faraó Hamsés, que àquela altura,
Já se entrosara com Bonaparte
Que mancomunava o fim do Lula
Com ajuda do seu escudeiro Maquiavel
Que rabiscava um papel
Mas por fora dos holofotes
Lá estava o velho Bush
Armando covarde emboscada
Usando Judas como isca,
Bem próximo à entrada
E a festa continuava...
Salomé dançava e Antipas aplaudia
Hitler olhava e sorria
Aquillis e Al Capone
Esperavam melhor momento
Pra acabar com a festinha
Era o aniversário de Herodes
Num castelo cheio de mentes doentias...
Proximo ao Tony Blair
Lá estava seu parceiro Nabucodonosor
E o temido cangaceiro da terra do Condor
A pura nata do horror,
Mas também estavam lá
Dois sujeitos de muita fama
Tratava-se do Saddam e do Osama
Que com um aperto de botão
Mandaram tudo pros ares 
Mandando de volta ao ades
Aquela corja maldita
Da qual eles faziam parte...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CRÔNICA EM HOMENAGEM A ELA QUE SE FOI HÁ EXATOS 7 ANOS, POR MINHA CULPA


Ela que enquanto esteve neste mundo
Encheu-me de orgulho e alegria indizível
Dona de colossal exuberância e estranha beleza
Sempre, sempre estará nas minhas lembranças,
Inclusive pelas circunstâncias atípicas em que nos conhecemos
Ora, eu procurava algo para preencher a lacuna tediosa da solidão
Ela chegava como mais um nada a se juntar ao meu mundinho de nadas;
Mas surpreendeu-me espantosamente...
Quando estávamos juntos, "causávamos"
“Tamanho” contraste em nosso layout
Todavia, nosso modus operandi impressionava a todos
Nosso ofício conheceu uma dupla que ficou na História
Na minha, pelo menos; e do legado deixado por ela
<A linda Raquel morria de ciúmes, sabia que não dava para competir>
Minha atenção, respeito e carinho eram prioritariamente dela
A cobiça dos invejosos me levou a perdê-la
Nunca me perdoei por, ainda que involuntariamente,
Ter matado um dos seres que mais amei na vida
Por vaidade a escolhi para lutar
Em mais uma de nossas tradicionais batalhas
No coração, já aterosclerosado, desta brasileira Amazônia, 
Infelizmente e pra minha desgraça, num momento inoportuno
Um parto prematuro e uma morte precoce
Que ainda me atormentam, podia tê-la poupado
Maldita vaidade que me corroeu por sufocante período...
 Inesquecível performance, como se estivesse se despedindo de mim
Ainda choro por sua falta, choro...
Como é de praxe dos poetas estraçalhados pelas dores da vida...
Sete anos depois a homenageio com essas palavras singelas e cheias de amor.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

DESENCONTRO COM A DOCE "MENINA MULHER"


Teus bordões oxigenados por meninice
<Adorável  quê de menina moça>
Instigam meus impulsos de garoto
Até por isso te chamo de florzinha
És mulher feita, porém, és também
Por assim dizer “doce menina”
Não resta dúvida que foste esculpida
Para alguém especial
Não o sou, talvez...
Te disse isso um pouco antes das três,
Tua boca compila tua manha
De menina moça...
Maravilhando-me sobremaneira
Com estranha força
Te fazes faceira
Ante às besteiras
Que te falo a noite inteira
Menina mulher, te busquei
Quando ainda não podia ter
Agora não dá mais
Passou... fazer o quê...
Só posso te oferecer uma rosa... 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

BASTA, BASTOS! SUA BESTA CANELUDA, TUAS "GRAÇAS" SÃO UMA DESGRAÇA...




Rafael, Rafael
Chamas de arte,
O ofender a indefesos?!
Insultas a Arte
Com teus disparates burlescos
“A arte do insulto”
É um Insulto à Arte
Reportas-te a um feto
Com indecência enojante;
Te achas esperto
És adjeto e infame
Basta, Bastos...
Tua “graça” é desgraça
Quem pensas que és?
O que chamas de humor
É um verdadeiro horror!
Crianças excepcionais
São maravilhosas
Animais do teu naipe
Uma afronta às rosas...
Não xingues mais a Arte
Associando- te a ela
Basta, Bastos
És uma besta magrela... 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O SOL DA LIBERDADE NO JARDIM FLORIDO


Chovia sangue no jardim...
Olhava pro céu
E o via desencadeando
Efeito semelhante a um endométrio
Caprichosamente descamante...
As nuvens, como chumaços de algodão
Depois de usados pela manicure míope
Encharcados de vida esvaída...
De repente, contudo,
A passos curtos se apresentava
O Sol da liberdade,
Estancou os fluidos indevidos
Raiou em defesa de um novo tempo
E hoje, reina soberano!
As chuvas são outras...
Mas as marcas ficaram
“E a chuva promete não deixar vestígios...”
Falsa promessa!
Tanto sofrimento tingiu
As charmosas Rosas vermelhas,
Que hoje adornam este jardim,
Até então, ermo jardim...

domingo, 29 de janeiro de 2012

REFLEXÕES SOBRE FUGA, TORPEZA E VAIDADE


Altas horas... Com insônia é que tomo decisões, idiotas,
Como eu, que abro buracos nas paredes
Sem enxergar as portas abertas,
E as minhas metas, nem sei quais são! 
Construir janelas talvez...E fugir do presente 
Pra buscar refúgio num futuro hermético...
Relutante afanar; 
Característico da mediocridade à qual sempre me opus
Então, me pergunto novamente: Onde? Como?
Em que termos se estabeleceu o trono voraz 
Da frivolidade humana? 
Propiciadora de tanta firula trivial  
De maneira que há muito, o caos se faz  
À sombra nefasta da torpeza,
Com relances de voluptuosidade grotesca
Deixando um rastro funesto de nostalgia inefável.
Quão sórdida é a maledicência dos homens, 

Diria o sábio Salomão: Vaidade, pura vaidade...






SOCIOLOGIA POR QUE?


Brasil, eu só queria,
Ao menos por um dia te entender,
Meu Deus, sociologia por que?
Engenharia não seria mais fácil?
Faço das faces e fases facas afiadas
Incógnitas radicadas
No fértil solo social brasileiro
E me corto por inteiro
Vejo escorrer meu sangue trivial
De caboclo amazônico
Atônito e crente mesmo assim
Na força ofegante de tempos melhores!
Distante dos velhos moldes
Faço absurda questão de me manter
E não o faço apenas por fazer
Meu Deus, sociologia por que?
Seria tão mais fácil engenharia!
O meu país de cabeça pra baixo
E eu aqui com a cara de tacho
Observando debates escamoteados
Nunca calado e sempre perplexo
Onde está o nexo de tanta barbaridade?
No campo, na cidade!
Meu Deus, sociologia por que?