Conversando
com versos, farejei a luz do tempo,
Pra
constatar o calor de suas palavras agudas e vislumbrar
O passado recente que me atormenta,
Um
presente que agora me acalenta,O passado recente que me atormenta,
E
um futuro que me aprisiona
Com
correntes de fogo torto...
Um
vento me sussurra os segredos do amor
Com
cheirinho de gardênias recém-colhidas
No
lírico jardim de devaneios, os quais me libertam,
Acelerando-me
em parcelas introspectivas
De
assoreamento sentimental, em pleno jardim do amor...
A
mercê do orvalho, fiz um pacto com as formigas,
Chega
de acovardar-me, é chegada a hora,
Agora
é tudo ou nada, agora é nada ou tudo!
Um
pouco de saudosismo amargo e frio...
Pra
compor o aglomerado de cláusulas
De
um pré-contrato que fiz com o tempo
E
com as flores, dando trégua às muitas dores,
De
meu staff, limitado e ébrio de lembranças,
Protuberantes
e petulantes, em detrimento vil
Do
sabor da arte que me compõe para, em seguida me descompor...


