domingo, 29 de abril de 2012

CONVERSANDO COM VERSOS - Parte I



Conversando com versos, farejei a luz do tempo,
Pra constatar o calor de suas palavras agudas e vislumbrar

O passado recente que me atormenta,
Um presente que agora me acalenta,

E um futuro que me aprisiona
Com correntes de fogo torto...
Um vento me sussurra os segredos do amor
Com cheirinho de gardênias recém-colhidas
No lírico jardim de devaneios, os quais me libertam,
Acelerando-me em parcelas introspectivas
De assoreamento sentimental, em pleno jardim do amor...
A mercê do orvalho, fiz um pacto com as formigas,
Chega de acovardar-me, é chegada a hora,
Agora é tudo ou nada, agora é nada ou tudo!
Um pouco de saudosismo amargo e frio...
Pra compor o aglomerado de cláusulas
De um pré-contrato que fiz com o tempo
E com as flores, dando trégua às muitas dores,
De meu staff, limitado e ébrio de lembranças,
Protuberantes e petulantes, em detrimento vil
Do sabor da arte que me compõe para, em seguida me descompor...

sábado, 14 de abril de 2012

CIÊNCIA x CRENÇA


Amiúde me martelam certos questionamentos,
Como num jogo de prismas em acrílico tosco
Os quais refratam filosofias há muito já amputadas,
Por todo o meu know hall criacionista e imutável.
Sem que minha atrição compulsória e atroz,
Mais uma vez me levasse a refilar bruscamente;
Oh céus, onde está a sensatez que me compõe?
A bússola desorientada me foi presenteada
Pelos gregos do ocidente <tal qual Heitor, a recebi um dia...>
Sem necessariamente me sentir instrumentalizado
Com as vicissitudes de um fazer ciência a la Bronislaw...
Quem me pode ditar o que fazer, se não meu Rei?
Marxinho? Webbinho? Ou será Durkheiminho?
A cada um, respeito, aprecio e, sobretudo, questiono,
Desviando-me da empáfia da cientificidade reacionária,
Porque o Reino pelo qual vivo e luto,
Em nada se assemelha à jactância funcional
Vislumbrada em Ciências e/ou Religiões fundamentalistas.
Doa onde doer, se tiver que morrer por isso eis-me aqui.


domingo, 1 de abril de 2012

PARA O AMIGO DE TODOS, A SABER, O CEREBRAL CRISTIANO BENTO...


Tal qual um persistente animal,
Nesta piracema do viver de “bicho homem”
Que sobe as corredeiras da vida
Em busca de algo a mais;
Superando obstáculos, desafios e blá, blá, blás...
(Além de probabilidades aterrorizantes pra qualquer outro)
Buscando um cantinho ao (abrigo do) Sol, talvez...
Vens cuspindo nas estatísticas...
Mas tiveste que ser forjado pra aprender...
Aprender a Perder às vezes e a perdoar sempre;
A questionar o Poder, mas também a ponderar questões,
A praticar alegria e a alegrar coisas práticas e cotidianas...
Jamais te refugiaste na obscura caverna do conformismo;
Enfrentaste com honra a onda do pessimismo crônico,
Que, aliás, é tão letal quanto brutais ataques de Napalm,
Para aqueles que nasceram longe do conforto
Dos bercinhos de ouro, feitos para fracos...
Pois, os fortes repousam em manjedoura, rede e cama da mãe...
(...)
Cristalino ser Humano este tal Cristiano,
Era pra ser só mais um fulano, mas não ele não o quis,
Trata-se de uma escolha. E quem toma as escolhas certas
Torna-se uma referência para as gerações que ainda não o fizeram...
Parabéns meu grande amigo,
O Brasil precisa de mais heróis do teu naipe!