quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

CRÔNICA EM HOMENAGEM A ELA QUE SE FOI HÁ EXATOS 7 ANOS, POR MINHA CULPA


Ela que enquanto esteve neste mundo
Encheu-me de orgulho e alegria indizível
Dona de colossal exuberância e estranha beleza
Sempre, sempre estará nas minhas lembranças,
Inclusive pelas circunstâncias atípicas em que nos conhecemos
Ora, eu procurava algo para preencher a lacuna tediosa da solidão
Ela chegava como mais um nada a se juntar ao meu mundinho de nadas;
Mas surpreendeu-me espantosamente...
Quando estávamos juntos, "causávamos"
“Tamanho” contraste em nosso layout
Todavia, nosso modus operandi impressionava a todos
Nosso ofício conheceu uma dupla que ficou na História
Na minha, pelo menos; e do legado deixado por ela
<A linda Raquel morria de ciúmes, sabia que não dava para competir>
Minha atenção, respeito e carinho eram prioritariamente dela
A cobiça dos invejosos me levou a perdê-la
Nunca me perdoei por, ainda que involuntariamente,
Ter matado um dos seres que mais amei na vida
Por vaidade a escolhi para lutar
Em mais uma de nossas tradicionais batalhas
No coração, já aterosclerosado, desta brasileira Amazônia, 
Infelizmente e pra minha desgraça, num momento inoportuno
Um parto prematuro e uma morte precoce
Que ainda me atormentam, podia tê-la poupado
Maldita vaidade que me corroeu por sufocante período...
 Inesquecível performance, como se estivesse se despedindo de mim
Ainda choro por sua falta, choro...
Como é de praxe dos poetas estraçalhados pelas dores da vida...
Sete anos depois a homenageio com essas palavras singelas e cheias de amor.

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