quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

TEUS OLHOS


Tentei não deixar acontecer!
Agora já era...
Será que é mesmo assim que tem que ser?
Mergulho em seus olhos e vejo a mais pura essência daquilo que almejo,

Teus olhos me dizem tanto, eles revelam a malícia dos anjos!
Tua alma, da qual eles são a janela, calma, parece que espera,
O tão sonhado sinal do amor, garota olhes pra mim, por favor,

Os ônus e bônus da vida conheço, mas só por um instante os esqueço,
Me pego falando sozinho, eu adulto, ante aos teus olhos pareço menino!
Em meio a meras fotografias, imagens aparentemente vazias,
De repente te vejo e então me desperta um desejo,
Aí concluo: preciso te ver,
Só o brilho dos teus olhos me faz renascer!


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

MINHA RAINHA POR UM DIA: LAMPEJOS DE PURO NEOPLATONISMO...


Como eu queria que tu aceitasses, ainda que por um dia, ser a minha rainha,
Não sei o que dizer pra tentar te convencer
Que a íris dos teus olhos me leva a um universo tão belo e mui singelo!
E as flores são a prova do amor que se renova
A cada primavera dentro do meu coração!

Faço tudo o que posso, eu juro que me esforço, mas tá russo esse negócio!
De explicar o inexplicável, tenho estado incansável na busca de respostas, e esse tem sido meu ócio,
Não sei se ainda é cedo e mesmo assim não tenho medo,
De dizer o quão me fascina, teu rosto, tua retina e tu’ alma cristalina!
Te quero e não espero palavras de consolo, a água tu bebes baby eu tenho no meu poço!

Façamos o seguinte: serei o teu ouvinte, pergunte o que quiser a esse seu pobre pedinte!
Dos astros, cometas, estrelas e planetas, das ciências dos homens, de tudo sei um pouco,
Tudo me consome e vou perecendo aos poucos, como de praxe ocorre aos loucos!
O único bem que me foi vetado foi a chave do cadeado que tu me tens negado!
E assim eu vou em frente, crente na força da semente do amor que ainda tu não sentes!

SALVE-ME QUEM PUDER: O GRITO DE UMA NAÇÃO




Estou a um passo largo da verdade, que essa “porcaria de sociedade”,
Sempre nunca quis me revelar!
Nos tornamos cada dia mais piegas, guiados por uma luz que é cega
Imbecis querendo nos moldar!

Moldar, eles querem nos moldar, moldar, moldar...

Você deve agora estar se perguntando do que é que esse doido tá falando?
Se quiser descobrir vai ter que se virar!
Vivemos num país onde se pode tudo, dirigido por gente sem escrúpulo,
A moda agora é saber roubar!

Roubar, a moda agora é saber roubar, roubar, roubar...

E a tal geração coca-cola, será que morreu presa na gaiola,
Ou resolveu se aposentar?
Nossa Brasília é caso de polícia, abutres em busca de carniça,
E ninguém faz nada pra mudar!

Mudar, ninguém faz nada pra mudar, mudar, mudar...

E a Pátria Amada grita: me socorram, antes que meus filhinhos morram
A fome quer me devastar!
E esses burgueses safados, se fazendo de rogados,
Fingindo querer ajudar!

Ajudar, eles fingem querer ajudar, ajudar, ajudar...


Crise Geral


Estamos em tempos de crises
Crise moral
Crise econômica
Crise existencial
Crise privada
Crise estatal
Crise nas estradas
Crise nos hospitais
Crise nas escolas
A crise das sacolas
Madames em crise,
Crianças com fome
Por causa das crises
As crises dos homens
Recessos  indigestos
Fracassos completos
Em tempos de crise
Incompetência de uns
Conivência de todos
A crise dos tolos!
A crise do mundo
A crise da justiça
A crise diplomática
A crise lá em casa,
Na faixa de gaza
Estamos em tempos de crises...

DE VOLTA AO MEU CANTINHO CAMPESINO



Amanheceu o dia
Que alegria!
Estou de volta
Sob a forte escolta
Do infinito prazer
De estar novamente à mercê
Das truculências variantes do destino!
Feito um menino
Selo o meu cavalo
Belo e pronto pro disparo
Corremos contra o vento
Desafiamos o tempo
Pensando no som psicodélico de guitarras
Ressuscito o que nunca morreu
Pagando tributos a um passado de glórias
Às quais nunca vivi!
São tantas histórias...
Mas agora ainda estou aqui
E não quero mais ir embora!
Os conservadores que me perdoem
Sua linha evolutiva me desventura
Sou apenas mais uma criatura pobre
Que nasceu num país tão nobre
E ao mesmo tempo tão...
Não, não, melhor deixar pra lá,
Não quero nem começar!

PENSAMENTOS PROEMINENTES

Por pouco pensei em parar de pensar
Pois pensei: é periclitante pensar, pensar e pensar...
Principalmente pela premissa polarizada pela penúria patológica do pragmatismo popular
Prático, porém primitivo...
Para poder potencializar parte primordial do processo é preciso prolixidade.
Poucos podem parar, a parada é politicamente paralisante
Presos pela preguiça os pacatos plebeus passam pelas provações pensando,
Pensando, pensando, pensando...
Puta que pariu! Palavras positivas podem partir pelas portas da praticidade privativa;
Pára, pára, é preferível parar de pensar, paulatinamente...
Primeiro, porque praticamente piramos para pensar,
Puxa, príncipes, povos, pessoas pensam... pensam...
Porém, países e povoados praticamente prostam-se perante a pobreza...
Portanto, parei, permanentemente de pensar em parar de pensar...



PRECOCES TORMENTOS DO JOVEM POETA




Fustigar minha jovialidade
Desde a mais tenra infância
Com hombridade intangível
Fez amadurecer precocemente
Meu script, inviolável, a princípio
Nas entrelinhas sugeridas por ela
Sempre ela, sempre elas...
Me fez vislumbrar de relance a amálgama
Daqueles escritos vultosos e envolventes
De próprio punho rabiscados...
Os quais, desde sempre delineavam
O epitáfio grotesco e frio
Colocado com elevada idiossincrasia em minha lápide...
Elementar como o ato de admiti-lo em tormentos.
Frívolo como a vaidade que até aqui nos conduziu.


O Tempo e os Sonhos de um Zumbi


O tempo é uma máquina
Que compacta a enormidade do homem
Que o corrói aos poucos
Levando suas perspectivas
Ao nível do mais ridículo tédio corrosivo
Máquina que fere,
Que cura
Que faz nascer
Que determina o fim antes que ele efetivamente chegue
O relógio, seu medidor mesquinho e apressado
Incompreensivo e inconsequente...

Pra mim, sonhar já não faz mais sentido
O mundo está preto e branco,
Fuligem funesta se espalha pelo horizonte à frente da minha retina

O sol já não nasce, as flores... Covardes, essas se foram sem me esperar,
Um dia, quem sabe um dia, voltarei a viver antes de morrer de novo...

O Jardim das possibilidades

O jardineiro se prepara para a lida,
As Rosas protuberam exuberantemente
A cada orvalho de carinho!
Seis Rosas, seis tormentos
Seis dilemas...
Ele (o jardineiro) tem ciência
Dos "ossos" do seu ofício.
Elas (as Rosas) não esperarão
Por muito tempo,
As Primaveras se vão...
Mas retornemos ao "x" da questão,
A uma ele amou, fulminantemente (Rosa ingrata)
Outra lhe revira de paixão lícita (doce e meiga Rosa)
Uma terceira ele respeita e aprecia (cheirosa Rosa do campo)
A quarta e as demais
Apenas enfeitam o jardim
São “cerejas de bolo”
Com suas propostas "padrão"
O jardineiro busca Rosas especiais...
Até por isso, pode ficar sem todas elas.
Doce risco, doces possibilidades, doces dúvidas...